| |
|
 |
Cientistas, médicos,
antropólogos, educadores, filósofos e escritores
de 16 países reuniram-se em Veneza (Itália) de 03
a 07 de março de 1986 no 1º Fórum da UNESCO
sobre Ciência e Cultura para responder a uma das mais importantes
indagações deste final de século: que caminhos
a humanidade deveria trilhar para evitar sua autodestruição
e salvar o Planeta? Desse simpósio surgiu a "Declaração
de Veneza", um dos mais importantes documentos da nossa história
contemporânea que resume os desafios do nosso tempo. Entre
os seis tópicos da "Declaração",
os 19 signatários alertam para o abismo existente "entre
uma nova visão do mundo que emerge do estudo de sistemas
naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia,
nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna,
baseados num determinismo mecanicista".
Segundo os signatários, "a maneira convencional
de ensinar ciência não permite que se perceba a separação
entre a ciência moderna e as visões do mundo hoje
superadas". Por isso, reforçam a complementariedade
entre Ciência e Tradição, a necessidade da
pesquisa autenticamente transdisciplinar e a busca de harmonia
com as grandes tradições culturais. Foram signatários
os representantes do Brasil, Guana, Suíça, Itália,
França, Índia, México, Israel, Japão,
Suécia, Paquistão, Nigéria, Canadá,
Srilanca e Estados Unidos.
|
|
|